Terça era dia de NYC! Pegar o avião e simbora!
Chegamos, largamos as coisas no quarto e bora achar uma loja
de roupas. Perguntamos pra mocinha da recepção onde tinha uma Century 21. Ela
ensinou como pegar o metrô, onde tinha que descer, bla bla bla, e fomos. Eu
pirei com os preços uhahuahuahuau
Logo nessa primeira saída já vimos que tinha muito
brasileiro na cidade... em cada arara de roupas tinha alguém falando português.
Nunca vi. Comprei um tênis lindo da Guess e a Cah comprou um Nike Shox. Entre
os dois, 200 reais. A gente aprendeu que ali, se comparar com o preço daqui,
TUDO é muito barato, então não dava pra sair comprando tudo, senão a grana
acabaria logo (e não teríamos como carregar tudo). O negócio foi cair na cama e
descansar.
No dia seguinte, Madame Tussauds. O famoso museu de cera.
Como praticamente tudo em NY, encontramos por acaso. A gente tinha o endereço,
mas tava difícil se encontrar numa cidade logo nos primeiros dias. Decidimos ir
andando e procurar outra coisa, e quando vimos, o museu ali na nossa frente. O
negócio é gigante e MUITO do legal! Mas não basta tirar foto bonitinha do lado
das estátuas dos artistas. O negócio é imitar as poses, puxar cabelo e afins.
Tem umas estátuas mais ou menos, mas tem umas MUITO parecidas, muito reais.
Vale cada centavo gasto, mas pra quem vai sozinho é foda, pq o legal não é vc
tirar foto das estátuas e sim aparecer nelas.
Depois de mais umas voltas por aquelas bandas, fomos jantar
no Bubba Gump, restaurante super indicado pelo Guga, que naquele dia felizmente
tinha pouca fila. É inspirado no filme Forrest Gump e a comida é boa. Pelo
menos o prato que eu pedi era gostosinho, nada demais, mas vem bastante. Eu gostei
de como o garçom simplesmente puxou uma cadeira e ficou batendo papo enquanto a
gente escolhia. Tem uns drinks em copo com luzinhas, eu pedi um e ele deu um
pra Cah de brinde. Não é dos mais baratos, mas fica bem na Times Square, a
vista é ótima, é bem de frente pros estúdios da ABC.
Enfim, no dia seguinte, resolvemos ir até a estátua da
liberdade, mas né, ela tá fechada pra reforma e bla bla bla. Eu que não ia
pagar um monte pra tirar foto do pé da estátua sem subir, então pegamos a balsa
que não paga nada e tiramos umas fotos de longe mesmo, fazer o que... Aí fomos
no Rockfeller Center, na loja da NBC, gastei bem menos do que eu imaginava...
podia ter tanta coisa a mais ali, mas né, pelo menos economizei.
A gente ia na tão falada Magnolia Bakery, pq o Guga disse
que tinha o melhor pudim de banana do mundo. Mas putz, não tem mesa ali, é só
pegar e levar, e a gente já tava levando sacolas demais, então nem pensar.
Paramos numa pracinha ali, na frente de um banco que não lembro o nome, tem um
chafariz, um mooonte de gente ali. Aí uns maloqueiros tacaram a garrafa de
cerveja no chão e quebrou. Um maluco se revoltou e veio falar pra gente como
aquilo era perigoso, bla bla bla, como se a gente pudesse fazer alguma coisa.
Vai atrás do cara e briga com ele, ué.
Aí, fomos na barraca da TKTS. Funciona assim: 3 horas antes
dos espetáculos da Broadway (e off-Broadway também), os musicais que não
estiverem esgotados têm venda com desconto ali. Queríamos Newsies, mas não tava
vendendo ali. Resolvemos pegar The Fantastiks, com o Aaron Carter no papel
principal. Guardei os folhetos com foto dele pra autografar e tal (porque esses
musicais têm stage door, de onde os atores saem depois do espetáculo pra ver os
fãs). Fomos no teatro de Newsies pra comprar pro dia seguinte (sábado), mas já
tava esgotado. Fiquei muuuito chateada porque Newsies é um dos meus filmes
preferidos, e queria muito ver a versão teatral. Mas fazer o que, né? Aguardamos
o horário e lá fomos nós.
Primeira vez assistindo um musical, fomos justamente para um
Off-Broadway. O teatro é minúsculo e a gente pegou segunda fila, OUSEJA, os
atores ficariam BEM perto da gente. O mocinho mostrou os lugares e entregou o
playbill, que é uma revistinha, e uns papeizinhos pequenos, onde tava escrito
que o papel do Matt NÃO seria interpretado pelo Aaron naquela noite. COMASSEM?
Se tivessem me avisado antes, eu teria pedido o dinheiro de volta, mas a gente
já tava ali sentada e tal... enfim, a história é um porre, a menina principal
tem uma voz irritante pra caralho e o substituto do Aaron é um banana. Só o El
Gallo que era legal. Adorei ele e só. Nem ficamos pra ver os atores depois, de
tanta frustração.
Sábado foi o dia de andar, hein... pegamos os endereços de
lojas de celular que a Cah queria ver, e dali fomos andando, andando, achei a
rua onde tinha a loja de scrap, só que era tipo mais de 20 quadras de onde a
gente tava. E fomos andando... e no final das contas era a duas quadras do
hotel!!! Sacanagem!! No meio do caminho achamos o Dunkin’ Donuts que a Cah
queria provar, e realmente aqueles doces divinos são bem melhores do que eu
lembrava. Que delícia! Mil vezes melhor que aquele tal de macaron que todo
mundo fala e é ruim e caro. Mas voltando à loja de scrap. Não tem só scrap lá,
mas foi o que eu comprei e gastei MUITO. Muito mesmo, foi tanta coisa que quase
precisei de uma mala exclusiva só pra material de scap. Mas agora tenho coisas
pra bastante tempo e vou sossegar nas compras. Furadores da Martha Stewart,
blocos e blocos de papeis, adesivos e enfeites pra encher uma sacola inteira,
álbuns, enfim, gastei muito. Depois, descanso? Que nada! Central Park, porque
não dava pra ir embora sem visitar. O lugar é GIGANTE. Andamos por mais de uma
hora e não vimos nem 20% daquele lugar, nos perdemos (ainda bem que tem mapa
por todo lado), e tiramos as fotos mais lindas de NY, o lugar é perfeito pra
fotografar, pra levar as crianças, pra fazer uma caminhada, ler, é ótimo pra
praticamente tudo.
À noite, Times Square de novo. Nos despedimos do lugar, bla
bla bla, e no meio da rua de repente surge uma loja de celulares. A Cah
escolheu o modelo, o cara quis me enganar. Me deu um preço e na hora que passou
o cartão, o preço deu quase o dobro. Ele quis cobrar, além do imposto, custo
pra desbloquear (sendo que eu desde o começo já tinha pedido o preço do celular
desbloqueado), custo pra colocar em português, custo pra baixar aplicativos,
custo pra tudo. Bati boca com o cara e ele só me deu desconto porque eu tava
xingando alto e tinha cliente na loja. Árabe filhodaputa. Mas ainda assim, saiu
a metade do preço que tão vendendo esse modelo no Brasil.
E depois dessa aventura, nos despedimos de NY. No dia
seguinte começaria a maratona de aeroportos e horas dentro de aviões e,
finalmente, casa!
Agora é planejar a próxima viagem. Quem quer ir junto pra
Las Vegas em 2014?