sábado, 23 de junho de 2012

Domingo, último dia do festival :(


Último dia de festival, já estava dando aquele gostinho de quero mais... aproveitamos a feira pra comprar. Uma regata escrito “Kiss My Country Ass”, da música do Blake Shelton, que a Camila tomou conta e não me devolve mais... uma camiseta e um moletom do Jack Daniels, ah nem lembro o que mais comprei. Fomos para a Broadway, dar umas voltas, e finalmente assisti ao meu primeiro e único show no Riverfront. Devia ter ido antes, hein... espaço pequeno, dava pra ver direitinho, o palco era montado na beira do rio, e a gente ficava sentado no barranco, na grama, assistindo. Jana Kramer arrasa. Ela é baixinha, entrou com um salto enooorme, mas ela tem uma música que fala algo sobre querer ser “largada” como os meninos, tirou o salto e fez o resto do show descalça. Nem a chuva que começou a cair me tirou dali. No meio da última música, tive que sair pra entrar na fila de autógrafos, que era numa barraca no The Buckle (um espaço com várias tentas ali mesmo na Broadway). Espera e espera na fila, e finalmente fomos ali tirar foto com ela, muito simpática, e ficou toda felizinha que eu levei o encarte do CD pra autografar. “Thank you for the support!” Acho que a maioria só conhecia ela de One Tree Hill mesmo, eu também obviamente, mas eu adoro as músicas dela, e ela não faz feio ao vivo não, canta muito também! Espero que ela vá muito longe na carreira.
E depois, preparação para o último dia de LP Field, e que dia! Um que eu achava que seria morno, e foi tipo, uaaaaau!
Quer dizer, foi até maldade colocar Scotty McCreery no mesmo dia que essa galera. Não me levem a mal, eu gosto das músicas dele, ele canta bem, mas falta perder a vergonha de fazer papel de bobo no palco e soltar a franga. Ele cantou, eu cantei junto, mas não me empolguei.
E vem a dúvida. Dierks Bentley vem ou não vem? Ele já tinha cancelado a festa do fã-clube (ah sim, porque 90% dos cantores country têm festa do fã-clube na época do festival, com performances acústicas, alguns com lanchinho e a maioria com direito a autógrafo e fotos e tal, e nada com grade no meio como BSB). Enfim, ele tinha cancelado porque o pai dele tinha falecido alguns dias antes. Ninguém ouviu falar dele em Nashville naquela semana então ainda era uma incógnita se ele iria ou não. E ele foi. E DETONOU o lugar. Cantou como se não houvesse amanhã e eu gritei muito com 5-1-5-0. Ele é demais e um dia eu ainda vou conhecer ele. Tá na minha listinha.
Em seguida, Rascal Flatts. Eu gosto deles, tava empolgada com a apresentação com o Journey no CMT Awards, mas confesso que continuava esperando que a noite fosse morna. Gente, como eles tocam e cantam bem! Escolheram as melhores músicas, inclusive finalizaram com Life Is a Highway, que é da trilha do longa de animação “Carros”, que eu vi “só” umas 39858939 vezes. Adorei Gary LeVox e companhia, e aplaudi e gritei muito.
Aí né, chamaram Alan Jackson para o palco. Confesso que planejava nesse momento tomar uma água, ir ao banheiro, porque né, Alan Jackson passou dos seus 60 anos eu acho. Algo assim. Mas não é que o tiozão agitou a plateia? Cantou quase somente músicas agitadas, pulou de lá pra cá, fez gracinha e ganhou meu aplauso. Foi ótimo!
E depois... Martina McBride. Confesso que, mesmo amando as músicas dela, eu nunca a colocaria para ser o último show do festival. Eu estava errada hein... Ela cantou várias músicas que eu conhecia, eu só tava esperando “One Night”, porque afinal, combinava muito com aquele momento, mas enfim, ela cantou, eu cantei junto, e na penúltima música... Broken Wing. GENTE! Vocês já ouviram essa música? Sabem o quanto é difícil cantar saporra? Ela cantou ao vivo, cantou SUPER bem e emocionou todo mundo. Já pensaram SESSENTA E CINCO MIL PESSOAS aplaudindo ela em pé? E o povo não parava de aplaudir, ela queria cantar a última música e ninguém deixava, as palmas não davam nem sinal de diminuir. Eu fui uma que gritou, bateu palminhas... só não assoviei pq né, não sei dar aqueles assovios que se ouve do outro lado do estádio. Ela ficou emocionada, não tinha nem palavras. Mas ela mereceu. Depois de MUITO tempo, ela finalmente conseguiu cantar Independence Day. Eu fui ao delírio, porque como boa fã de Martina e principalmente Carrie, eu amo essa música. E então... acabou. Acabou o show da Martina. Acabou o festival. Descemos as arquibancadas enquanto os fogos de artifício começavam, lentamente absorvendo tudo que tínhamos passado não somente aquele dia, mas em toda a semana. U-A-U. É só o que eu tenho a dizer.



Ir para o hotel e dormir. Dormir? Depois de tudo isso? É ruim hein... ficamos conversando sobre todos os acontecimentos e só depois dormimos, e no dia seguinte fomos ver a cidade sem os ares de CMA Fest. Fomos trolladas por um taxista FELADAPUTA que levou a gente num shopping esquisito lá na PQP que não tinha nada do que a gente disse que queria comprar, e ainda ficamos mais de uma hora, cheia de dores, esperando outro táxi pra voltar para o hotel. Mais tarde, fomos às lojinhas da Broadway e compramos nossos souveniers (é assim que se escreve, produção?) e voltamos para o hotel, arrumar as malas porque no dia seguinte... New York City, baby!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sábado, 09 de junho


Tivemos que cair da cama cedo e pegar um táxi que não chegava nunca ao estádio, ainda pra ajudar o taxista entendeu errado e, ao invés de nos levar ao estádio de beisebol, nos levou ao estádio de futebol americano. Quando chegamos ao lugar certo, já tinha passado do horário, mas felizmente o evento começou atrasado e perdemos muito pouco.
O sol estava de rachar, mas deu pra aproveitar aquele jogo de softball que eu não conheço as regras e até a Carrie tava bocejando. Tirei várias fotos e depois guardei a máquina.
Nada demais no jogo, só a doida da Lauren Alaina que saiu correndo atrás de um jogador de futebol americano (do time adversário) com uma arminha de água. Até subiu arquibancada acima.
Depois do jogo, todo mundo se jogando na primeira fila pra conseguir algum autógrafo. Alguns ficaram ali, a maioria que eu não conhecia, e veio a Lauren pro nosso lado. Só que ao invés de atender o povo, ela ficava cantando e dançando (estava tocando Good Girl). Ela foi pro outro lado e fiquei sem meu autógrafo. Depois veio a Carrie. Ela vinha, vinha, e quando faltava pouquinho pra chegar onde eu estava, ela começou a voltar! Mais uma que me ignorou.
Saímos, bebemos água e resolvemos voltar. Ainda tinha gente ali. Opa, tem artistas. Lauren e Chuck. Eu corri atrás da Lauren gritando e andando conforme ela andava, mas ela nem sequer ergueu os olhos pra ver quem era que tava se descabelando ali. Chuck foi querido e, apesar do cansaço, tirou mais uma fotinha comigo. Tchiamo, Charlie.
Depois disso, fomos para a Bridgestone Arena, onde estava acontecendo a Solid Yard Sale, que é onde fazem uma espécie de bazar musical para a caridade. Os melhores itens devem ter vendido logo, tinha algumas coisas para leilão, e tinha MUITA tranqueira hahaha acabamos comprando várias coisas: camiseta autografada do Emerson Drive, encarte autografado do Rascal Flatts, CDs da Miranda Lambert, Lady Antebellum, The Band Pery, Hunter Hayes, Eric Church, Luke Bryan, pôster e VHS raridade da Shania Twain pra coleção. Tudo isso saiu por 18 dólares. Sem contar que os CDs são diferentes dos vendidos nas lojas. São itens promocionais que as gravadoras mandam para as rádios e para quem vota nas premiações, pra mostrar o trabalho dos seus artistas. Meus preferidos são do Hunter (em formato de guitarra), Eric (que vem com um livro de fotos muito foda!) e Luke.
Em seguida fomos para o Convention Center para nossa voltinha diária, nada de novidade ali, mas achamos o “fovete de boínha”. Quem nunca tomou sorvete de bolinha não sabe o que tá perdendo. Lá nos estrangeiros, chamam de Dippin’ Dots. AMO! Pena que não tinha de tutti-fruti, que é o meu preferido.
Fomos para o hotel descansar, e à noite, de volta ao LP!
Chegamos já no final do show do Hunter Hayes. Confesso que não conhecia nada dele antes disso e pretendia chegar só no show do Eric, mas o trânsito tava bom e o táxi chegou cedo pra buscar a gente. Olha, me arrependi de não ter ido antes. Das duas músicas do Hunter que ouvi, me apaixonei. A última então, ele colocou o piano no meio da multidão, e distribuiu lanterninhas para a plateia, todo mundo com as luzes ligadas enquanto ele tocava uma música muito linda! Emocionei e virei fã.
Depois, entra no palco Rodney Atkins. Epa, pera aí, ele não tava programado... Cantou uma música e chamou Little Big Town. Outros que eu não conhecia muito bem, mas arrasaram! Presença de palco, e que vozes! Harmonia muito linda!
Agora sim, Eric Church! Como era a primeira vez dele ali no LP, ele disse que daria tudo de si, e olha, o cara se empolgou, dava pra ver a emoção dele em estar ali. Ainda quero ver um show completo dele. Na última música, ele cantou Springsteen. Pra vocês terem uma noção, fiquei arrepiada agora só de lembrar o momento. Foi foda ao cubo. Todo mundo com as lanterninhas do Hunter e mais alguns celulares ali, balançando enquanto TODOMUNDO cantava “ow ow ouow, ow ow ouow ooooowwww” foi LINDO! Quem não conhece essa música, vai pro youtube que vale a pena.
Em seguida, na programação era o Luke, mas alguém ouviu minhas preces e colocou a Faith Hill pra cantar antes dele. Ela canta bem, mas foi a única de todo mundo que passou pelo LP Field que não tocou nenhum instrumento. E ela parecia a pomba gira no palco kkkkkkkkkk foi a que se vestiu mais simples de todos, parece que pegou a primeira roupa que viu no armário. Mas enfim, ela canta muito bem e eu bati palminhas feito uma criança.
E por fim... ele... Luke Bryan. O cara agitou, gritou, cantou, tocou, atendeu a todos os meus pedidos musicais e só cantou as minhas preferidas. Menos o medley. Sim, porque ele sentou ao piano e começou a tocar... Boyfriend, do Justin Bieber. Ele é um palhaço mesmo... aí emendou Easy, do Lionel Ritchie (bom, não sei de quem é a original, eu conheço do Lionel), em seguida foi Someone Like You (porra, não me livro de Adele nem em festival country). Em todas as músicas, ele tocava um pedacinho e falava “ah, não lembro a letra, vamos direto pro refrão” huauhauhauha e no final terminou o medley mais do que estranho com “Do I”, a primeira música dele, que é linda e maravilhosa como ele.
Aí ele foi cantar Country Girl, ensinou um moleque desajeitado a rebolar, a mulherada precisou de pronto socorro, enfim... aí acabou o show. E quando estava todo mundo saindo, eis que se ouve a voz do Luke falando “Aonde vocês vão? Voltem aqui! deu um problema na filmagem e vou precisar cantar de novo. Vocês não se importam, né? Ah, quer saber, vamos ficar aqui até amanhã!” Eu não me importaria não. Ele cantou de novo, arrasou de novo, mais fogos de artifício e agora sim, era hora de voltar para o hotel.

sábado, 16 de junho de 2012

Sexta-feira, dia 08


Como estávamos muito cansadas, acordamos mais tarde e fomos para o centro na hora do almoço. Olhamos a lista de quem ia cantar, quem ia autografar, ah nem era tão importante assim, vamos pegar leve. Mais uma volta no Fan Fair Hall. Olha uns CDs e camisetas no estande da gravadora do Blake (que também é do Hunter Hayes, da Jana Kramer entre outros).
Olha, a Danielle Peck vai estar no estande da Roper (marca de roupas). A mocinha disse que era só pra quem tinha a pulseirinha. A gente não tinha. Como ela viu que não ia ter tanta gente (provavelmente muitos dos que ganharam foram aqueles que marcaram “todos” na hora do sorteio e não quiseram ir), ela deixou a gente ficar na fila.
Quando dona Danielle viu a gente, abriu aquele sorrisão e falou “Oi! Que bom ver vocês de novo!” Olha pro empresário e fala “Lembra que eu falei das meninas que vieram do Brasil?  São elas.” E depois falou com a gente, “Vem, deixa eu assinar essa foto aqui pra vocês.” E colocou meu nome direitinho! Um pra mim, um pra Cah e um pra mãe da Cah. Outra fotinha, e ela ainda fala que é pra eu mandar as fotos pra ela no twitter que ela ia colocar no site dela. Uma fofa. Vamos admirar pra sempre, forever and ever.
Mais umas voltas ali, passa no estande da Laura Bell Bundy. A mesma história, era pra quem tinha a fitinha, mas a fila tava pequena e me deixaram entrar. Tá, eu não sou fã da voz dela, acho enjoativa, mas pô, ela teve uma personagem semi-regular em How I Met Your Mother. Ela é uma fofinha, conversou um pouco, autografou, tirou foto e eu saí feliz. A Cah resolveu tomar uma cerveja (eita que aqui o povo só toma Budweiser), e na saída, passamos novamente no estande da tal gravadora da Jana Kramer, e ela tava saindo de lá. Passou na minha frente e eu não vi porque tava olhando uma camiseta. Só fui ver quando ela já tava lá longe. Quando eu fui lá antes, não tinha visto a plaquinha dizendo que ela daria autógrafos. Mas ainda teria o domingo.
Novamente, sem paciência pra ficar no centro até o fim da noite, voltamos para o hotel, descansamos, pulamos o primeiro show da noite e fomos para o LP no meio do show do Brantley Gilbert. Eu até curti algumas músicas do CD dele, mas não o suficiente pra acordar mais cedo do meu cochilo pra assistir o show todo. Chegamos aos nossos lugares a tempo do acústico que, pra falar a verdade, nem lembro quem era, então a partir de agora nem vou mencionar mais os acústicos porque não lembro de nenhum. Em seguida, Jake Owen. Pensa num cara empolgado, que pulava, corria, cantava como se fosse o último show da vida. Mais uma vez, o pedido de música da Cah foi negado e ele não cantou Tell Me, mas eu PIREI quando ele cantou Barefoot Blue Jean Night. Essa música tem um astral maravilhoso. Ah sim, ele fez o rockstar e se jogou de costas na plateia. Arraso.
Depois, The Band Perry. Eu tinha uma expectativa muito alta, porque adoro o CD deles. A primeira música eu não faço ideia de qual era, aí cantaram You Lie, que eu adoro, mas não foi grande coisa. Mais umas músicas, se não me engano Postcard From Paris e All Your Life, aí resolveram cantar Fat Bottomed Girls. Really? Vocês têm de 6 a 7 músicas pra mostrar o trabalho de vocês e queimam duas delas com músicas (ruins) de outros artistas? Aí eu achando que ia ser If I Die Young, pega a câmera, começa a filmar pro Danny. A introdução era outra, algo que nunca tinha ouvido. Desliga a câmera. E no fim, era mesmo If I Die Young. Tava muito tarde pra começar a filmar de novo. Putaquepariu. Pra que ficar inventando? Canta a música direito, porra. Enfeitam demais, ficam ali parados no palco e pronto. Decepção define.
Em seguida, um Blake Shelton muito cansado sobe ao palco. Cantou menos que todo mundo, só cinco músicas, mas a gente entende. Ele perdeu o irmão recentemente e, além disso, tinha passado o dia todo no estúdio gravando pro CD novo. A gente perdoa só porque ele cantou God Gave Me You e quase me fez chorar. Quase, porque quem me faria chorar MESMO foi quem veio em seguida.
Carrie subiu ao palco com uma regata com a bandeira dos Estados Unidos e um shortinho brilhante. Good Girl fez o povo delirar e então, ela canta Wasted. Foi ali que a adrenalina baixou e eu me dei conta que estava ali. Comecei a chorar. Blown Away, empolga de novo, e então Jesus Take The Wheel. PENSA numa pessoa que chorou. Eu não conseguia nem cantar junto, gritar, bater palmas, nada. Só chorar emocionada. A partir daí, músicas agitadas que levantaram todo mundo da cadeira, cantei, gritei e saí dali realizada. Ela realmente canta muito!
Quando todo mundo estava saindo, começam fogos de artifício. Genial! Uns 10 minutos de fogos, eu como adoro fiquei ali olhando, de todos os formatos e cores diferentes.
Desta vez, foi um pouco menos demorado pra pegar o táxi, começaram a se organizar, mas mesmo assim dormi tarde porque né, a empolgação não me deixou dormir! Mas eu precisava, afinal no dia seguinte teria o jogo, e a gente precisava acordar bem antes das 8 pra poder chegar a tempo...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Quinta feira, dia 07 de junho


Acordamos relativamente cedo e resolvemos visitar o Fan Fair Hall, no Convention Center. Estávamos achando que seria A feira né, porque o Convention tem uns 5 andares, acho, mas a feira era só no último andar lá em baixo, e não tinha muita coisa. A maioria das gravadoras tinha seus estandes, assim como algumas lojas e alguns artistas.
Muitos distribuíam brindes e davam a chance de se inscrever pra ganhar um prêmio legal, como violões autografados e até mesmo uma Silverado. Claro que a gente não ganhou nada disso, mas ganhamos algumas coisinhas, como foto autografada do Sugarland e encarte do CD novo do Josh Turner autografado.
Jack Daniels é o whisky mais famoso daqui, porque afinal a destilaria fica na cidade. Eles tinham um estande também, onde tinha uma espécie de trailer com um pouco da história da empresa, coisas sobre a destilaria. Nada demais.
Estávamos frustradas por acharmos que a maioria das sessões de autógrafos precisaria da pulseira que era dada pra quem tinha sido sorteado pela internet (e que, claro, não ganhamos nenhuma, inclusive a Sara Evans estava lá autografando e só olhamos de longe), mas aí como eu conheço o povo que mais ninguém conhece, vi que o Bucky Covington estava no estande dele autografando. Lá vou eu, autógrafo, foto. Ele tem uma voz rouca, grossa, até mais do que quando canta.
Casey James ia autografar, mas antes passou ali na frente do palco, estava tirando fotos e autografando, lá vou eu esperar. Ele vem, vem... quando chega a minha vez, um carinha apressa ele e ele tem que ir. Te pego na saída, Casey. Tô de mal.
Tá, vamos sair daqui porque tá chato. Ao sair no corredor, passa BEM DO LADO da Camila quem? Sara Evans. Cercada de gente, claro, mas bem do lado. E ela não viu. Quando menos percebemos, ela já tinha saído.
Fomos para o Country Music Hall of Fame. A fachada é linda, as janelas parecem um piano! Lá dentro tem um tour que é meio caro, então não fomos. Demos uma passada rápida e fomos para o Soleil Bella Beach, onde não cantou ninguém famoso, mas tinha uma área com areia e cadeiras de praia pra gente ficar descansando.
Fomos para a Broadway (não sei dizer se aquilo é rua ou avenida, mas pelo que percebi, é a principal da cidade, onde tem lojas, bares, e onde ficam a Bridgestone Arena e o Convention Center), a Cah viu um cartaz dizendo que o Casey ia autografar numa tenda no The Buckle (uma parte da Broadway onde tinha várias tendinhas). Lá vou eu ficar na fila. O cara que estava organizando falou que não tinha certeza se daria tempo porque ele só ficaria até as 2. Era 1:30. Fiquei torcendo pra fila andar rápido e finalmente consegui! Ele é simpático e muito bonito pessoalmente, mas nem de longe tão bonito quanto o Chuck.
Em seguida, fomos atrás do tal AVenue, que é onde seria a festa de lançamento do CD da Jana Kramer. Rodamos a Broadway inteira e ninguém sabia explicar pra gente onde era. E ainda precisávamos achar um adaptador pra poder ligar o carregador do note.
Lá na 2nd avenue, acho, pedi pra um policial onde tinha uma loja que vendia isso e enquanto ele ia me explicar, a Cah viu a limo da Jana Kramer passando, indo pra festa, que eu não fui porque não descobri onde era. Pelo menos o policial me indicou uma loja que tinha o maldito adaptador. Menos mal. Voltamos pro hotel, descansamos e bora pro LP Field.
O primeiro show de todas as noites era dos tiozões, então pulamos esse e aparecemos só pro da Miranda Lambert. Que energia! Pulava, cantava, tocava violão, guitarra, batia cabelo minhagente! Ela chamou as pistoleiras, ops, Pistol Annies, pra cantar também. Desta vez, a morena que nunca lembro o nome não caiu.
No palco acústico (que ficava numa plataforma no meio do povão e onde os artistas cantavam só 2 músicas cada), Kellie Pickler quase destruiu meus tímpanos. Just saying.
Próximo show, Jason Aldean. Ele é todo tímido, não falava muito, mas canta que é uma beleza! Ele até desceu na parte baixa do palco onde a fila das fotos estava, o primeiro a ir pra galera!
Lady Antebellum me deu arrepios ao cantar Need You Now de um jeito que eu nunca tinha ouvido antes. PERFEITO! Animaram todo mundo.
Zac Brown Band veio em seguida. Apesar de eu não conhecer muito o trabalho deles, e de não terem cantado As She’s Walking Away que a Cah queria tanto ouvir, o show foi muito bom. A harmonia deles é maravilhosa, e são instrumentistas MUITO bons! Se todos os músicos tocassem 10% do que eles tocam, o mundo seria melhor.
Lauren Alaina foi o segundo acústico, bem melhor que a picles azedo, mas não foi nem de perto tão bom quanto os outros shows “maiores”. Georgia Peaches ficou estranha em versão acústica.
Pra finalizar, o cara que eu mais esperei naquela noite. Brad Paisley. Animado, afinado, músicas que contagiam... sem palavras pra descrever! Ele é tão, mas TÃO foda, que foi pra galera também, mas no meio do solo de guitarra! Foi solar no meio do povo, pegou um violão, autografou ali na hora e deu pra alguém da plateia. No final, ainda jogou o chapéu.
Depois de um show perfeito, lá vamos nós pra fila do táxi. Primeiro dia, falta de organização total, o show acabou meia-noite e só fomos chegar no hotel quase três da manhã. Prometi a mim mesma que no dia seguinte, não iria correr tanto e assistiria pelo menos um show no Riverfront. Tomei um analgésico e caí na cama.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Chegou o dia, CMT Music Awards meu povo!


Plano do dia: acordar cedo pra ir na “parada gay” segundo a Camila uhahuauhahuahu
Não, sério, tinha a kickoff parade, mas a gente tava com tanta dor, tanto sono acumulado, e não tinha ninguém assim tão importante ali, então resolvemos não ir. Dormimos mais um pouco e fomos tomar um brunch no Jack In The Box aqui perto do hotel. Pensa numa coisa boa e até barata, mas muuuuito gordurosa!!!
Adorei o pão tostado recheado com hambúrguer, bacon, ovos e tudo que tenho direito, e ainda acompanhado de hash browns, que são bem gostosos, mas puro óleo. Não aguentei comer tudo não.
Notebook sem bateria, carregador que não entra na tomada, e a ansiedade toma conta! Quero postar minhas fotos, quero compartilhar minha alegria, quero falar com a minha família, e cadê adaptador pra essa tomada?
Descansamos um pouco e nos arrumamos para o CMT Awards. Roupa, sapato, maquiagem. Tudo pronto. No caminho, o taxista não para de falar (e é mais um que acha que no Brasil se fala espanhol ¬¬). Finalmente chegamos. Uma galeeera parada ali na frente do palco onde mais tarde alguns artistas iriam se apresentar, como Eric Church e Brad Paisley. O resto se aglomerava a partir da porta, esperando a hora de entrar. Abrem as portas, vamos direto ao Will Call. Na maquininha não funcionou, no guichê a moça falou que não precisava ter ficado na fila ¬¬ que era só passar o cartão pra mocinha da porta. Oquei, lá vamos nós, sobe escada, mais escada, e mais um pouco, dá a volta na arena, acha a entrada. Que arquibancada alta e inclinada! E eu morrendo de medo de subir, as filas sem espaço entre uma e outra (um tipo de construção que no Brasil NUNCA seria aprovada pelo Corpo de Bombeiros). Sentei e me segurei no lugar, esperando começar. Um bêbado idiota sentou do meu lado e ficava puxando assunto, e eu só no “aham” pra ver se ele parava. Só parou lá pra metade da premiação, quando uma fulana chamou ele pra ir pra outro lugar.
Enfim, esperamos, ficamos espiando os famosos chegarem, e logo ouvimos a produção falando “30 seconds to live”. Frio na barriga!
Neste relato vou acabar esquecendo um monte de coisa, mas vou falar os momentos mais marcantes... Brad e Carrie ganhando prêmio, Luke e sua Drunk On You ao vivo que me deixaram super empolgada! Aliás, quase todas as apresentações foram boas. Até o meio refrão do Scotty. Lauren, Jana, Little Big Town, tudo ótimo! The Band Perry, OHMYGOODNESS! Mas voltando ao Luke. MEOOO, ele DEU o violão dele pra uma menina da plateia! PENSA! Falando nele, Luke é amigo de todos né? Todo mundo que ganhava ele cumprimentava, nos intervalos ele conversava com Jake, com o Mike (marido da Carrie), Jason, etc. Voltando a falar das apresentações agora. Aí chegou a Carrie (depois de muito tempo, não se enganem, a ordem dos fatores está ainda meio borrada na minha mente) e botou todo mundo no chinelo. Que voz é aquela, deusdocéu? Aquela música é MUITO difícil de cantar, e ela canta ao vivo, se mexendo no palco num salto enorme (eu me preocuparia em não cair e me esqueceria de cantar).
Pistol Annies cantando, a morena que não lembro o nome tomou O rola no palco e eu perdi porque estava tirando fotos da Miranda, mas a Cah jura que realmente aconteceu.
Teve mais apresentações que prêmios (para noooossa alegriaaaa), mas mais comerciais que tudo (pelamordedeus). Carrie ganhou, se emocionou, quase chorou tadinha. Aí entrou Rascal Flatts no palco, eu fiquei brava porque eles tavam tocando de costas pra gente! Mas aí eles viraram e chamaram o Journey pra cantar Don’t Stop Believin’! GERAL SURTOU ALI!!!! Inclusive eu e a Cah né... energia maravilhosa na arena naquele momento!!! E quando menos esperamos, acabou... sem aviso, sem nada, simplesmente acabou. Nenhum “that’s a wrap” do diretor que sempre falava com a galera do mosh pit (povo que fica em pé colado no palco).
Ainda absorvendo o que tínhamos acabado de presenciar, fomos para a Broadway Avenue, cheia de gente, cada barzinho um artista desconhecido cantando. Tudo country, tudo música boa. Mas eu queria ir no barzinho do Gavin DeGraw, o The National Underground. É um botequinho escondido a uma quadra do rio, lá dentro é bem escuro, mas ficamos lá fora. Pedimos o famoso cheeseburger da casa e esperamos. E valeu a espera! PENSA NO MELHOR CHEESEBURGER QUE VOCÊ JÁ COMEU NA VIDA! É esse.
Depois dessa, voltamos para o hotel, felizes e cansadas, sem conseguir dormir (pela adrenalina e por termos dormido a manhã toda e um pouco à tarde), assistimos à reprise dos awards na televisão, e dormimos beeem tarde assistindo clipes na CMT.

E no dia 05...


Ufa, chegamos ao hotel. Como a booking não havia me cobrado antecipado, dei o cartão pro mocinho passar. Não passou. Dei o outro cartão. Negado também. Deu uma raaaiva de ter que gastar metade do cash que eu tinha pra pagar o hotel. E o medo do dinheiro acabar? De ter que pagar o hotel em NY e não ter mais?
Bom, entrei no quarto, liguei o notebook e mandei um e-mail pra gerente do banco, alguma coisa ela tinha que fazer.
Descansamos um pouco e fomos para o Limelight, onde iria acontecer o Nashville Navy party, uma espécie de show com vários artistas, organizado pelo apresentador Stormy Warren, da GAC.
Ali fora, Aaron Kelly cantava, ele canta muito bonitinho. Entra, acha um cantinho e ouve o clone do Cam (de Modern Family) cantar até começar o negócio de verdade. Chegaram umas meninas e sentaram na nossa mesa, tudo bem porque só tinha a gente mesmo, mas elas eram muito estranhas. Groupie até umas horas hein... essas doidas tinham foto com TODOS os artistas country que vocês imaginarem... e só homem. Keith Urban, Jake Owen, Luke Bryan, quem vocês imaginarem, elas tinham foto.
Aglomerou uma galera. Deve ser famoso. O rosto era familiar mas a gente nem sabia quem era. Vamos mesmo assim. Foto, autógrafo. Pelos garranchos deu pra identificar um S e um W, deduzi que era o Stormy Warren. Um tempo depois, a Cah viu o Aaron lá perto da parede, fui lá eu, bem tiete tirar fotinha. Super fofinho e simpático!
Depois a Jaime Fox passou por mim toda na pressa, tirou uma foto e autografou meu caderninho. Nem pediu meu nome, a chata. (brinks Jaime, te adoro por organizar esse evento!)
Canta um, canta outro (sempre em grupos de 4 ou 5), tira foto, e num dos intervalos eu vejo alguém se arrumar no palco. Cutuco a Cah e mostro quem tá lá, ela dá um pulo fenomenal! hahaha... Era a Danielle Peck ali, e a gente levantou e foi lá pertinho pra tirar foto. Duas músicas pra cada cantor e eles descem pra tirar autógrafo. Primeiro o David St. Romain, que participou do programa Nashville Star. Super simpático, super empolgado, até me deu um beijo no rosto (?) É, nem eu entendi... aí a tiazinha da produção diz que não podia mais ficar ali naquele canto e a gente se desesperou! Falaram que iam autografar perto da barraquinha de merchandising. Espera, espera, nada de Danielle. Depois de muito custo, ela chegou. Linda! A gente na fila e, quando chega a nossa vez, o empresário fala pra gente esperar que ela já vem. ¬¬ SEFODER. Espera mais. Ela volta. Aí eu falei né, a gente veio do Brasil... PENSA NA MULHER QUE ARREGALOU O OLHO! “Você me mandou a mensagem no twitter! Fernanda, né? Isso é tão legal! Desculpa não te responder, mas tavam me apressando pra fazer alguma coisa. OLHA GENTE, ELAS VIERAM DO BRASIL!” Caralho, ela lembrou de mim, do meu nome, ficou mó feliz de ver a gente ali! Sério, uma das pessoas mais simpáticas que eu já conheci. Depois de ter cantado, ter atendido bastante gente (de pé), ainda ficar com aquele sorrisão no rosto e bater papo com os fãs.
Bom, a essa altura, nem quisemos voltar pro lugar porque né, Chuck Wicks ia cantar e queríamos fotos de um ângulo melhor. E agora, pra garantir, assim que ele terminou a segunda música, já fomos pra perto da barraquinha de merchandising. Fica na fila e espera. E o medo dele não aparecer ali? E de repente vem ele, andando ali no meio do povo (todo mundo educado só deu oi e ficou bonitinho na fila). Eu fiquei hipnotizada, sério. CARAIQUEHOMILINDO! Sério, ele já é bonito por foto, bonito no palco, mas ele é ainda mais lindo assim cara a cara. MUITO! Aaaanda fila, quero que chegue logo minha vez porque minhas costas e meus pés tão doendo. Lentamente a fila vai diminuindo,
Finalmente chega nossa vez. Ele estende a mãozinha e fala “Hi, I’m Chuck”. AHJURA? Tô aqui na fila há tempos e nem sei o seu nome né... kkkkkkkkkkkk Enfim, ele rabiscou o meu caderno e desenhou um coraçãozinho, tiramos fotos, ele não foi muito de conversar como a Danielle, mas foi bem simpático. Dava pra ver que estava cansado... Nos despedimos daquele homi lindo e cheiroso e voltamos para o hotel, para um merecido descanso, porque o dia seguinte prometia!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Maratona de aeroportos

De Foz a São Paulo nada demais, fora o voo que atrasou 1 hora e meia pra decolar, e a super turbulência.

De SP A Miami foi demoraaado mas divertido, tinha até um comissário (que parecia o professor de etiqueta do Miss Simpatia) que ficava fazendo mágica para as criancinhas. Tinha a Dolly Parton cover, mas despeitada. E olha, a comissária americana falava português super bem! Pras brasileiras aprenderem a não falarem aquele inglês "eu-falo-como-eu-leio". Dá até vergonha, eles aprenderem uma língua tão difícil e os nossos trabalhadores de aeroportos e aeronaves falando aquele inglês ridículo.

Chegando a Miami, para a imigração. "Parecem policiais de seriado", diz a Camila.
Fila enorme e quando chegamos, o mocinho fala que tem que preencher um formulário que não nos deram na hora do check-in. Ele disse que não precisaríamos pegar fila de novo, mas quando voltamos, um argentino FILHODUMAPUTA encheu o saco e não deixou a gente passar. Fila de novo, no meio de um bando de argentinos, ninguém merece.

Dessa vez, não foi o mocinho simpático, mas sim um negão de meter medo. Começou a fazer mil perguntas (que eu já tinha respondido na hora de tirar o visto), queria me pegar na mentira e fez a mesma pergunta 3 vezes em momentos diferentes. Perguntou a minha idade e da Cah, e deu uma risadinha falando que eu peguei uma novinha hauhahuahuauha aí ele não acreditava que a gente gostava de country americano! Acho que ele pensa que no Brasil só se escuta samba né, SÓPODE. Perguntou um monte de vezes quando eu comecei a ouvir country, por que country americano e não brasileiro... AFFE.

Aí tá né, Miami! Vamos ali fora pra ver. QUE CALOR!!! "É a Foz do Iguaçu dos States". kkkkkkkkk
Muito quente. Agora... meu, ninguém fala inglês naquela cidade? Tudo falando espanhol, quando fala inglês é com um sotaque carregado. Olham pra nossa cara e falam espanhol. Hello, eu sou latina, mas eu falo PORTUGUÊS.
Ah sim, o aeroporto é gigante. Tivemos que pegar até metrô pra ir de um terminal ao outro, sem brincadeira.
É tão grande que eu perdi meu celular no banheiro e não achava mais o banheiro pra ir procurar. Felizmente, achei uma cabine de informações e o senhorzinho muito simpático me ouviu dar toda a descrição, até o descascado da tinta, e falou "seu celular está aqui comigo". Que alívio!!! Preenchi um formulário e o celular era meu de novo.

Ah sim, a Coca tem gosto de Pepsi, a Fanta tem um gosto horrível e o Cheetos é uma merda. Quero comida brasileira!!!

Chegando no aero de Nashville, um monte de coisas do festival, tira foto daqui, olha coisas ali, procura um táxi e... muitas emoções no próximo post.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Maratona aérea

Entonces, conseguimos finalmente um wi-fi no aero de Guarulhos, ja que meu modem 3g resolveu pifar e pelo menos a tim daqui tem wi-fi pra clientes (cobrando, claro, nada é de graça nessa porra).

O avião de Foz pra cá atrasou uma hora e meia, e nesse tempo, assistimos o piloto de Continuum, que série e eeeessa meldels, adorei! Quero muito os próximos episódios.

Já pegamos nossos tickets da American Airlines, agora é só aguardar mais algumas horinhas pra embarcar e dormir no avião. Só espero que as poltronas da AA sejam mais confortáveis que as da TAM. E que não tenha turbulência e eu possa dormir tranquila, pq eu tô com sono acumulado...

domingo, 3 de junho de 2012

Contagem regressiva

Tá chegando e eu tô tendo uma crise de gastrite com isso!

As malas ainda não estão prontas, nem a minha, nem a da Cah, nem a da Jéssica, porque ela vai passar uns tempos na casa do pai dela (Deus a proteja).
Pra ajudar, meu cartão de memória extra da câmera SUMIU. É. Não sei onde foi parar meu lindo cartãozinho de 16gb que comprei especialmente para a ocasião.
Por sorte, tô levando o notebook e o pendrive pra passar todas as fotos e fazer backup.
Minhas costas doem, meu estômago tá ardendo, tô precisando fazer ioga pra ver se relaxo.
"É só uma viagem". Não. É A viagem, que planejei por muito tempo, que idealizei, que vai ser a maior aventura de todos os tempos, ver um monte de artista que eu amo de uma só vez.
Mas eu PRECISO me acalmar.

Vou lá fazer uma escova no cabelo e tentar respirar. Lembre-se de respirar. "Continue respirando", como diria Jack Kahuna Laguna, o JKL, personagem de Johnny Depp em Bob Esponja (sim, verdade).