Último dia de festival, já estava dando aquele gostinho de
quero mais... aproveitamos a feira pra comprar. Uma regata escrito “Kiss My
Country Ass”, da música do Blake Shelton, que a Camila tomou conta e não me
devolve mais... uma camiseta e um moletom do Jack Daniels, ah nem lembro o que
mais comprei. Fomos para a Broadway, dar umas voltas, e finalmente assisti ao
meu primeiro e único show no Riverfront. Devia ter ido antes, hein... espaço
pequeno, dava pra ver direitinho, o palco era montado na beira do rio, e a
gente ficava sentado no barranco, na grama, assistindo. Jana Kramer arrasa. Ela
é baixinha, entrou com um salto enooorme, mas ela tem uma música que fala algo
sobre querer ser “largada” como os meninos, tirou o salto e fez o resto do show
descalça. Nem a chuva que começou a cair me tirou dali. No meio da última
música, tive que sair pra entrar na fila de autógrafos, que era numa barraca no
The Buckle (um espaço com várias tentas ali mesmo na Broadway). Espera e espera
na fila, e finalmente fomos ali tirar foto com ela, muito simpática, e ficou
toda felizinha que eu levei o encarte do CD pra autografar. “Thank you for the
support!” Acho que a maioria só conhecia ela de One Tree Hill mesmo, eu também
obviamente, mas eu adoro as músicas dela, e ela não faz feio ao vivo não, canta
muito também! Espero que ela vá muito longe na carreira.
E depois, preparação para o último dia de LP Field, e que
dia! Um que eu achava que seria morno, e foi tipo, uaaaaau!
Quer dizer, foi até maldade colocar Scotty McCreery no mesmo
dia que essa galera. Não me levem a mal, eu gosto das músicas dele, ele canta
bem, mas falta perder a vergonha de fazer papel de bobo no palco e soltar a
franga. Ele cantou, eu cantei junto, mas não me empolguei.
E vem a dúvida. Dierks Bentley vem ou não vem? Ele já tinha
cancelado a festa do fã-clube (ah sim, porque 90% dos cantores country têm
festa do fã-clube na época do festival, com performances acústicas, alguns com
lanchinho e a maioria com direito a autógrafo e fotos e tal, e nada com grade
no meio como BSB). Enfim, ele tinha cancelado porque o pai dele tinha falecido
alguns dias antes. Ninguém ouviu falar dele em Nashville naquela semana então
ainda era uma incógnita se ele iria ou não. E ele foi. E DETONOU o lugar.
Cantou como se não houvesse amanhã e eu gritei muito com 5-1-5-0. Ele é demais
e um dia eu ainda vou conhecer ele. Tá na minha listinha.
Em seguida, Rascal Flatts. Eu gosto deles, tava empolgada
com a apresentação com o Journey no CMT Awards, mas confesso que continuava
esperando que a noite fosse morna. Gente, como eles tocam e cantam bem!
Escolheram as melhores músicas, inclusive finalizaram com Life Is a Highway,
que é da trilha do longa de animação “Carros”, que eu vi “só” umas 39858939
vezes. Adorei Gary LeVox e companhia, e aplaudi e gritei muito.
Aí né, chamaram Alan Jackson para o palco. Confesso que
planejava nesse momento tomar uma água, ir ao banheiro, porque né, Alan Jackson
passou dos seus 60 anos eu acho. Algo assim. Mas não é que o tiozão agitou a
plateia? Cantou quase somente músicas agitadas, pulou de lá pra cá, fez
gracinha e ganhou meu aplauso. Foi ótimo!
E depois... Martina McBride. Confesso que, mesmo amando as
músicas dela, eu nunca a colocaria para ser o último show do festival. Eu
estava errada hein... Ela cantou várias músicas que eu conhecia, eu só tava
esperando “One Night”, porque afinal, combinava muito com aquele momento, mas
enfim, ela cantou, eu cantei junto, e na penúltima música... Broken Wing.
GENTE! Vocês já ouviram essa música? Sabem o quanto é difícil cantar saporra?
Ela cantou ao vivo, cantou SUPER bem e emocionou todo mundo. Já pensaram
SESSENTA E CINCO MIL PESSOAS aplaudindo ela em pé? E o povo não parava de aplaudir,
ela queria cantar a última música e ninguém deixava, as palmas não davam nem
sinal de diminuir. Eu fui uma que gritou, bateu palminhas... só não assoviei pq
né, não sei dar aqueles assovios que se ouve do outro lado do estádio. Ela
ficou emocionada, não tinha nem palavras. Mas ela mereceu. Depois de MUITO tempo,
ela finalmente conseguiu cantar Independence Day. Eu fui ao delírio, porque
como boa fã de Martina e principalmente Carrie, eu amo essa música. E então...
acabou. Acabou o show da Martina. Acabou o festival. Descemos as arquibancadas
enquanto os fogos de artifício começavam, lentamente absorvendo tudo que
tínhamos passado não somente aquele dia, mas em toda a semana. U-A-U. É só o
que eu tenho a dizer.
Ir para o hotel e dormir. Dormir? Depois de tudo isso? É
ruim hein... ficamos conversando sobre todos os acontecimentos e só depois
dormimos, e no dia seguinte fomos ver a cidade sem os ares de CMA Fest. Fomos
trolladas por um taxista FELADAPUTA que levou a gente num shopping esquisito lá
na PQP que não tinha nada do que a gente disse que queria comprar, e ainda
ficamos mais de uma hora, cheia de dores, esperando outro táxi pra voltar para
o hotel. Mais tarde, fomos às lojinhas da Broadway e compramos nossos souveniers
(é assim que se escreve, produção?) e voltamos para o hotel, arrumar as malas
porque no dia seguinte... New York City, baby!
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